Bitcoin na China

China reforça controle sobre dados de usuários em exchange

As novas regras do governo chinês exigem que as empresas de Blockchain censurem conteúdo em sua plataforma. Também armazenem dados e  concedam às autoridades acesso aos dados de usuário. Então o governo afirmou que isso avançaria o desenvolvimento saudável e ordeiro da indústria. Algo já esperado e típico de governos autoritários e controladores como o da China. Portanto o governo está impondo medidas mais rigorosas para regulamentar as empresas Blockchain e as criptomoedas como um todo.

Pois bem os dados exigidos pelo governo chines podem incluir informações como nome, identidade, número de telefone, etc. Por isso o órgão regulador declarou recentemente que as regras propostas seriam aplicadas a partir do início do próximo mês. Sendo esse o caso, qualquer empresa que tentar afrontar a lei sofrerá com as multas decorrentes do processo. Mas notícias desse tipo estão surgindo na China e já não são uma surpresa. Não nos esqueçamos que a China proibiu as ICO’s. Mas na mesma linha, a postura do país em relação às criptomoedas poderia impactar o mercado. Dado que a maioria das mineradoras de Bitcoin está localizada na China.

Repressão ao Bitcoin

As restrições já ocorrem a certo tempo

Além disso, a China foi classificada como o país de criptomoedas mais popular do mundo. A mídia apontou que a descontinuação das operações dessas mineradoras poderia afetar o fornecimento e o preço do Bitcoin. Em uma nota mais leve, a Reuters afirmou que o país pode ser mais receptivo à tecnologia Blockchain. Isto foi atribuído à declaração de Pequim de que eles estão encorajando pesquisas na área da Blockchain. Eles destacaram que a tecnologia pode ter vários potenciais no rastreamento da cadeia de suprimentos de produtos. Porém vale ressaltar que as utilidades da Blockchain vão muito além dessa funcionalidade.

Mas a Tailândia, outro país asiático vem estimulando o crescimento de empresas de criptografia no país. A Tailândia desenvolveu um sistema de votação baseado em Blockchain. Cujo projeto ainda está na fase piloto. No dia 10 de janeiro que a Tailândia aprovou três exchanges de criptomoedas e rejeitou dois projetos. Diferentemente da China, a Tailândia cumpre a função primordial da tecnologia das criptomoedas. E a função diz repeito ao anonimato e o respeito às liberdades do indivíduo. Por isso é esperado uma redução nas atividades relacionas a criptografia na China.

Bandeira da China

Proibições podem não adiantar muito

Entretanto embora essa proibições possam assustar e causem até um certo afastamento de possíveis investidores, algumas coisas podem ficar do mesmo jeito. Porque como em todo caso, proibições não tem muita eficacia. E nesse caso basta que as pessoas passem a investir em criptomoedas por fora de exchanges, em mercados de balcão.

 

Por Marcos Eduardo do Canal Dinheiro